Excesso de peso na adolescência aumenta taxa de mortalidade




Segundo um estudo os adolescentes (14-19 anos) com excesso de peso têm uma maior taxa de mortalidade em adulto, consequência de um conjunto de doenças crónicas; endócrino, doenças nutricionais e metabólicas, doenças cardiovasculares, cancro do cólon e doenças respiratórias. Registaram-se também muitos casos de morte repentina neste grupo (excesso de peso).

Os dados são de um novo estudo do Instituto norueguês de Saúde Pública (NIPH).

A incidência de obesidade entre crianças e adolescentes aumentou em todo o mundo, mas os efeitos a longo prazo, tanto os impactos sobre a saúde bem como a taxa de mortalidade, estão insuficientemente documentados.

“Descobrimos que o aumento do grau de excesso de peso entre os adolescentes leva a um desenvolvimento desfavorável na taxa de mortalidade e com um vasto leque de causas para esse fim tão trágico” concluiu o Professor Tom Bjørge do Departamento de Saúde Pública e Cuidados de Saúde Primários, da Universidade de Bergen e investigador do Registo Médico de Nascimentos no NIPH.

As pessoas que tinham excesso de peso na sua adolescência, tanto homens como mulheres, tiveram uma maior taxa de mortalidade, derivado a um conjunto de problemas de saúde como: endócrino, doenças nutricionais/metabólicas, doenças cardiovasculares, cancro do cólon e doenças respiratórias. Foram registados também muitos casos de morte repentina neste grupo.

Durante 1963-75 o NIPH estudou 227.000 adolescentes noruegueses (tanto rapazes como raparigas) na faixa etária 14-19 anos, registando a altura e peso dos jovens. Durante o período de seguimento, em média 35 anos, quase 10 000 mortes foram registadas neste grupo. Para a obtenção dos resultados foram comparadas a taxa de mortalidade entre o grupo com um valor mais elevado de IMC (índice de massa corporal) ou seja com excesso de peso e  a taxa de mortalidade do grupo com um IMC normal no início do seguimento.

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